quinta-feira, 17 de abril de 2014

Qual o sentido da Vida?


Meio piegas esse título, né? 
É que esse é aquele tipo de pergunta que já sobreviveu a tantas gerações que perdeu – ou se esconde – o/do seu verdadeiro questionamento....
Talvez porque realmente não haja muito que se questionar a respeito de determinadas coisas... elas simplesmente são como são...simples assim!
Quando passamos a ter consciência disto – e consideramos essa premissa que, embora verdadeira, seja difícil de ter a todo tempo em mente e, principalmente, no coração – as coisas parecem se tornar mais fluidas, mais tranquilas, mais... simples.
Elas são, e isso é tudo...
Acredito que ser simples é o segredo de muita coisa, inclusive da felicidade. 
Mas ser simples e aceitar que determinadas coisas, pessoas ou situações são como são é tão difícil quanto importante para a construção dessa felicidade dia a dia, consigo mesmo e com o todo.
Nas relações humanas isso é um desafio ainda maior, principalmente por conta das expectativas que depositamos no outro, seja um filho, um amigo, um companheiro, um familiar, um colega de trabalho ou até mesmo um desconhecido que encontramos no trânsito ou em uma fila de banco.
E penso que isto vale também para as relações que não são humanas... Trabalho, escola, lugar em que vivemos, coisas que fazemos...Infelizmente muitas vezes passamos tempo demais reclamando do que temos sem fazermos nada de diferente para encontramos o que nos faz falta...
Insistimos em fechar os olhos para o óbvio pelo medo da consequência que essa tomada de consciência pode exigir...
Cada ser é como é. 
Às outras pessoas cabe admitir a existência dessas diferenças, respeitar e aceitar o modo de ser de cada um e escolher, a partir daquilo que desejamos para nossas vidas, se e de que forma se relacionar com aquilo que temos, com a consciência de que um pé de maçã jamais vai produzir laranjas... 

A parte racional e lógica disso é simples; difícil é a prática …
Muitas vezes insistimos em permanecer infelizes – e inertes – em determinadas situações – emprego, relações, cidades – acreditando que algo surpreendente irá algum dia acontecer e as coisas irão melhorar, como se não fizéssemos parte destas mudanças ou não tivéssemos qualquer responsabilidade sobre elas... Preferimos permanecer numa postura passiva e reativa acreditando que um dia o pé de maçã vai dar laranja... E mesmo tendo a absoluta certeza de que aquela árvore jamais poderá produzir algo diferente da sua essência, continuamos desejando as laranjas, sem perceber que seria mais simples aprender a saborear as maçãs ou, então, sair em busca de uma laranjeira. E isso não quer dizer que as maçãs não sejam boas...Tanto são que fizeram parte das nossas vidas e certamente nos proporcionaram deliciosos momentos... Mas tudo tem seu tempo e seu propósito, e talvez a mesma maçã que durante algum tempo ofereceu bons frutos não alimente mais a alma que seguiu caminhando e, como qualquer elemento que esteja neste Universo, se transformou e precisa conhecer novos caminhos... E certamente esta maçã que já não faz salivar bocas que dela pouco se alimentam encontrará caminhantes ansiosos por encontrá-la e sentir seu sabor... 
É claro que não é fácil trabalhar com as expectativas, aceitar as coisas como elas são ou abrir mão delas...Mas mais difícil e frustrante ainda é esperar que algo lhe forneça o que não tem...mais ainda quando o que falta é essencial para que você se sinta feliz!
Admitir que realmente queremos laranjas, e que não temos uma laranjeira por perto e sair em busca do que desejamos exige um bom desprendimento e desgaste de energia, é verdade...
Mas tempo também é energia, e quanto tempo – e oportunidades – perdemos às vezes insistindo em esperar cair uma laranja da macieira...
Não avaliar – e respeitar – o coração é um desperdício dessa poderosa forma de energia (ainda consigo concluir o texto sobre o tempo...), que pode – deve – estar sempre sendo usada para o crescimento, para o aprendizado e, é claro, para a construção ou manutenção daquilo que nos faz e faz fazer feliz... jamais para a acomodação, mesmo que ela venha disfarçada de segurança e estabilidade!
É claro que uma dose de insegurança e medo acompanham a decisão de abandonar a macieira e ir em busca de laranjas, mais ainda quando não sabemos onde elas estão; e é bem provável que, durante algum tempo, não tenhamos o prazer de saborear fruta alguma.
Mas, em algum momento - acredito firmemente nisto - uma laranjeira (ou alguma outra inesperada e deliciosa fruta) aparecerá no caminho.... É só não parar a caminhada... 
Como cantava Silvio Rodrigues, “el camino se hace al andar”... 
O sentido? ... pra frente, simples assim... Esse é o único sentido... pra frente...!!!

Jacareí, abril/14

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

A Águia e o Gavião

Meu sempre mestre de Kung Fu, “Sifu”, ao término de uma das suas aulas mágicas contou a história de um Mestre a quem um casal pedira que celebrasse o casamento. O Mestre aceitou o convite e, no dia da celebração, quando estavam todos reunidos, pediu ao noivo que fosse até uma das montanhas mais altas e buscasse um gavião; à noiva, pediu que fosse em busca de uma águia, em outra montanha... Algum tempo depois o futuro casal voltou com a missão que lhes fora dada cumprida. O Mestre então retomou a celebração.
Amarrou os pés das duas aves e, em seguida, soltou-as no ar...
Poucos metros de voo e o casal caiu ao solo... Mais uma tentativa, e outra... na quarta o Mestre pegou no ar as aves e cortou a corda que as unia para, logo em seguida, soltá-las ao vento novamente...
As aves voaram alto, cada uma no seu espaço, por lugares iguais e diferentes. Algum tempo depois, pousaram e ali ficaram, demoradamente, sob os olhares de todos...
Interrompendo o silêncio daqueles que observavam aquela “dança da liberdade”, o Mestre retomou a palavra apenas para dizer aos noivos que lembrassem, sempre, desta história que nos ensina a partir da simplicidade da Natureza...
Uma Natureza que busca o perfeito equilíbrio e respeito entre os Seres que a compõem, cada um com suas características próprias e essenciais ao funcionamento do Todo.
Somos parte desta natureza e com ela devemos fluir... os princípios que regem esta harmonia também são (ou deveriam ser) os nossos, exatamente porque, repito, estamos inseridos na Natureza, e não acima dela...
Aceitar essa premissa pode se mostrar uma forma mágica e leve de aprender a linguagem do Universo com os Seres que o constituem, dentre os quais, insisto, o Ser Humano...
E a história das aves lembrada pelo Sifu pode ser um dos ensinamentos mais importantes, no terreno das relações humanas, que a Natureza quer nos dar...
Aprender que ser livre e deixar o outro livre não implica renúncia à companhia ou aos seus valores; pelo contrario, implica companhia qualificada e possibilidade de mudanças de paradigmas!
É uma atitude libertadora, para todos!
Mas ser livre é muito mais que isso... é não só poder escolher por onde voar, mas também escolher quando e como. E talvez este seja o ponto mais difícil para nós, humanos, que insistimos na falsa crença de que estamos fazendo o melhor para o outro quando o convencemos – ou tentamos convencer – a escolher o que eu escolheria, a fazer o que eu penso que seja o mais adequado ou da forma como eu faria, esquecendo a importância do respeito às escolhas do outro...
Sem perceber fazemos isso nas mais diferente relações humanas que estabelecemos ao longo da Vida... Seja quem for o outro – filho, pai, mãe, companheiro/a, colega de trabalho... – , querer dizer o que é melhor para ele e controlar suas escolhas é fazer exatamente o que fez o Mestre ao amarrar a águia e o gavião; é a forma mais disfarçada de castrar-lhe a possibilidade de ser ele mesmo, de viver a sua essência...
É um fio se rompendo na corda que sustenta o equilíbrio da Natureza, e que coloca em risco a chance de crescimento ao lado do que é, age, pensa, sente e vive diferente...e que por isso mesmo carrega em si um sem número de elementos que, se não fossem sufocados pela atitude prepotente que adotamos quando nos colocamos – pra nós mesmos e para os outros – como senhores da razão, poderiam contribuir para o crescimento do todo... em todos os terrenos da existência
Não é fácil, mas se formos diligentes e determinados é possível exercitar o respeito às escolhas do outro. Ao modo de ser, de sentir, de Viver de cada um...
Acredito que isso faz parte dos nossos desafios e, por isso mesmo, da nossa Evolução!
Cada vez que conseguirmos será um passo à frente!
Caso contrário, estaremos sempre como a água e o gavião amarrados pelo Mestre, ou como os pombos no asfalto, cantados pelo Zé Geraldo, que mesmo sabendo voar alto, insistem em pegar as migalhas do chão...
Que possamos voar para onde nossos guias internos indicam e, mais que isto, respeitar os planos de voos daqueles que conosco dividem o céu da Vida e então, juntos, contribuirmos para harmonia e evolução do Todo, em tudo aquilo que fazemos...

Jacareí, setembro/2013

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

El Buscador...


El buscador...

Como todo fim de ano, e como quase todo mundo, nesta época faço as minhas reflexões e registro parte delas numa espécie de “contrato comigo mesma e com o mundo”. Acredito que o fato de pensarmos no que pretendemos ser, fazer, viver no ano seguinte já é uma forma de se comprometer; e embora o mais importante seja o compromisso interno, que habita no coração e mente, não há como negar que quando colocamos estes “contratos” no papel (como acontece com outras situações), talvez por conta de uma cultura formalista, a “aparência” de maior comprometimento se fortalece...
Seja como for, o fato é que esse registro, ou “Declaração de Princípios”, acaba se tornando uma bússola no nosso caminhar, que por vezes passa por momentos de escuridão e pode se perder se não houver algo sólido e reiteradas vezes assumido no qual possamos orientar nossas decisões, passos, velocidade, tempo... ah, o tempo... como é difícil lidar com o tempo que, soberano, constante e inevitável, às vezes corre a favor, outras contra... Mas isso é tema para outra reflexão, já começada e que parece não encontrar fim...
Enfim, neste ano, que foi intenso, recebi algo que preencheu perfeitamente de significado cada espaço que esperava uma palavra para definir o que eu queria dizer hoje, na tentativa de traduzir um dos meus princípios básicos... 
Após ouvir esta lenda, nenhuma palavra mais se fez necessária para introduzir, complementar ou tentar explicar o norte da minha bússola em mais esta virada de ano... Compartilho um pouco – ou muito, quase tudo – do que acredito e no que pauto meu viver... Que possamos, todos, no ano que se inicia, e nos outros que seguirão, registrar muito tempo de Vida nas nossas “Libretas del Tiempo Vivido”... e que o mundo, repleto de amor e inspirado no exemplo do grande líder da paz que há pouco migrou para outros planos, possa continuar a plantar as sementes de Paz para serem regadas por “Mandela” e outros Espíritos Iluminados, agora lá de cima...

UM FELIZ 2014!!! Cheio da mais pura energia do amor, da alegria e do bem!!!

Ilhabela, 29dezembro2013.






quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Ao mestre com carinho!

Algumas pessoas passam por nossas Vidas e as marcam de uma forma muito especial.
Ainda que o tempo passe, e ainda que nunca mais as tenhamos visto, as boas lembranças não deixam o coração esquecer desses Seres que em certos momentos tiveram papel de destaque na nossa caminhada. 
E é por isso mesmo que a sensação que estes pensamentos viajantes no tempo nos traz é de nostalgia... uma nostalgia boa, de uma troca inocente e rica de aprendizados para ambos os lados...
Somos fruto de muitas coisas, é verdade; soma de pai, mãe, meio... Mas somos - nossas escolhas são -, também, um pouco fruto dos mais diversos mestres que passaram, passam e continuarão passando por nossa estrada...
Pessoas que ensinam...
que inspiram,
que alertam,
que sensibilizam,
que são duras, às vezes...
E que punem, quando necessário, conscientes de que aprender a lidar com as consequências faz parte de qualquer aprendizado...
Todo Ser Humano é, em verdade, mestre e aprendiz ao mesmo tempo.
A escola?
A Vida...
Mas há alguns mestres que escolheram fazer da arte de ensinar a sua missão!
Tarefa difícil, em seus mais variados aspectos.
Mais ainda em países como os nossos - e infelizmente são muitos - em que uma das mais nobres profissões não é tratada com a importância e dignidade que claramente merecem ter aqueles que desempenham papel fundamental na construção da História.
É tão óbvio que parece clichê.
Todo o mundo sabe que a educação é a base do Estado. E ela - a educação - não se fortalece sem a valorização daquele que lhe dá Vida, corpo, forma, alma...
Quem dera pudéssemos viver em um país em que todos, instituições e pessoas, dedicassem ao Professor o respeito e o valor devidos; merecidos por quem alicerça a construção de uma sociedade, de um Povo, de uma Nação!
Não se pode falar em Estado desenvolvido quando não há respeito, em seu mais amplo sentido, à pessoa do Professor.
Não valorizar aquele que ensina é boicotar - conscientemente ou não - o projeto de crescimento de uma Nação como um todo.
Não é por menos que nos chamados países de Primeiro Mundo a valorização do Mestre é uma cultura que supera qualquer diferença de classes ou gerações.
E nem poderia ser diferente, já que, repito, não há evolução de um país que não passe pela valorização de papéis fundamentais dentro de uma estrutura de Estado.
A valorização do indiscutível papel fundamental exercido pelo Professor é uma delas!

A todos os mestres "amadores" deixo, hoje, uma flor...

Mas a vocês, que dedicam suas Vidas à arte de ensinar, quero deixar aqui uma plantação inteira de girassóis como agradecimento pela Luz recebida em forma de esclarecimentos, ensinamentos, advertências, lições!...

De todo o meu coração, e com todo o meu respeito: muito obrigada!

UM BRINDE AO PROFESSOR, que todo dia merece ser lembrado - e tratado - como alguém que realmente faz a diferença na escolha e marcha rumo ao queremos para o mundo!

Ilhabela/SP, 15 de outubro de 2013.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

...

Às vezes estamos tão esgotados que não temos energia nem mesmo para falar de certos assuntos ou ocupar nossos pensamentos com eles... 
Não dá muito para explicar, mas é um estado de anestesia emocional e às vezes até mesmo mental necessário à sobrevivência em certos momentos...
Enfim, a Vida parece ser um teste, que os teimosos e amantes do desafio aceitam sempre acreditando que algo de bom será extraído de cada situação. E até é, mas muitas vezes o preço que se paga por essa ousadia é alto a ponto de se chegar em estado de total esgotamento...
Nessas horas, ter que ter energia para manter a serenidade em algumas situações não é fácil...
Mas acredito, e digo por experiência própria de quem às vezes escolhe certos voos, que os desafios que os ousados aceitam sempre vêm temperados com muita coisa boa, em regra em forma de pessoas, que tornam mais fácil a travessia, seja ela qual for! E se a isso somamos o pensamento firme no que vem depois, crentes de verdade que estamos no caminho certo, tudo passa a ser uma questão de tempo. Tempo para se chegar à paisagem que a gente vê um pouco mais à frente na estrada que escolhemos trilhar e que sabemos que vai chegar. Não sem esforço; não sem dificuldades; muitas vezes não sem dor e em outras lágrimas, mas não sem alegrias e crescimento também... 
Podemos enxergar flores nos momentos mais escuros da noite! Tudo depende de onde você escolhe focar a visão... 

domingo, 12 de maio de 2013

Amor de mãe!

Amor de mãe!!!

Hojé é um dia especial demais pra gente que é mãe!!! Na verdade não concordo muito com esse negócio de ter que escolher uma data pra comemorar um dia que deve ser celebrado todos os dias!!!! Mas já que o "capitalismo" assim o quis, vamos pegar carona no sistema e achar no "dia das mães" um estímulo a mais para compartilhar toda essa deliciosa "bagunça" que acontece na nossa vida e no nosso coração depois que esses serzinhos são mandados pra gente, não importa de que forma venham...
Não acho que tudo seja flores, como sempre ouvi pregar antes de ter meu pequeno grande Miguel... Também não acho que seja um amor que já vem desde sempre... e muitas vezes essa quase imposição social de sentimentos faz com que a culpa habite durante um tempo o coração daquelas que não sentiram “o maior amor do mundo quando olharam pela primeira vez seus seus filhos"... Acredito que o amor de mãe - como qualquer outro, aliás - se constrói a cada dia, e a cada dia se fortalece mais e mais... Com uma diferença, e nisso eu tenho que concordar com as frases que a gente sempre ouve: ele é incondicional, como também deveria ser todo amor!!! Não importa o que eles façam – ou deixem de fazer – pra gente, o sentimento é enorme, e se agiganta a cada dia...
A cada novo aprendizado – deles e nosso – essa relação se fortalece numa cumplicidade que jamais imaginei que pudesse existir em tamanha intensidade!!!
Acredito que esse seja o amor em sua essência!!!
Quiçá pudéssemos conseguir viver esse amor não apenas nas relações de mãe pra filho, mas em todas as relações humanas que se apresentam na nossa existência...
Talvez seja esse o maior ensinamento que Deus nos quer dar ao conceder-nos a graça de sermos mãe!
Que todos os anjos de Luz nos ajudem, mães - e pais também - , a guiar os passos de nossos filhos sempre pelo caminho da Luz!!! E que ao término desta etapa da nossa jornada aqui na Terra possamos ter a sensação de que deixamos para o mundo seres que contribuirão, cada qual a sua maneira, para que esse lugar seja melhor!


Os Filhos
(Do Livro "O Profeta")
Uma mulher que carregava o filho nos braços disse: "Fala-nos dos filhos."
E ele falou:
Vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E embora vivam convosco, não vos pertencem.
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã,
Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força
Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria:
Pois assim como ele ama a flecha que voa,
Ama também o arco que permanece estável.

domingo, 13 de janeiro de 2013

FELIZ VIDA NOVA!!!!



Nossa, parece que o ano começou ontem!...” “Esse ano voou...” “Tenho a impressão que o tempo cada vez corre mais rápido...”

Essas e mais várias outras frases neste mesmo sentido são a tônica da conversas desta época do ano... E o engraçado é que todo ano é a mesma coisa... O tempo passa, os anos começam, terminam, e muitas vezes “passamos” por ele sem de fato termos vivido os dias que ele, o ano que se despede, nos ofertou, como se tivéssemos aqui na Terra todo o tempo do mundo para nos darmos o direito – e corrermos o risco, grande, registre-se – de deixar as coisas para depois.
Só que não sabemos se o depois virá... nem como virá...
Aliás, diziam que o mundo iria acabar em 2012...
E aí? E se tivesse acabado mesmo?
Será que uma avaliação do que foi a nossa Vida até aqui nos traria a tranquilidade de sentir que fizemos o que deveria ser feito? Que fomos felizes de verdade? Que vivemos de acordo com aquilo que acreditamos?
Enfim... será que se realmente estivéssemos nos despedindo coletivamente desta etapa poderíamos dizer que fomos atentos ao nosso coração e fizemos, constantemente, a nossa parte para sermos e fazermos felizes o mundo à nossa volta? Ou será que em muitos momentos nos acomodamos em uma zona de conforto que, se por um lado não nos torna infelizes, por outro nos amarra e ancora em um estado de “mais ou menos” que nos anestesia e impede de olharmos para a Vida – para a nossa e para a dos outros – e deixa o tempo correr solto, como se fôssemos meros expectadores da existência...
É claro que viver exige prudência, serenidade... Tudo tem seu tempo... seu momento. Faz parte da sabedoria aprender a arte da espera... Mas o tempo é algo que corre junto com a Vida; é nele que ela é consumida... e é nela que ele é investido... Mais que isso, acredito que o tempo é a própria estrada pela qual a Vida viaja, se desenvolve, se constrói... E se é assim, temos que estar atentos ao investimento que estamos fazendo e garantir que coloquemos, sempre, Vida, e Vida com qualidade, no tempo que passa... Nós escolhemos o que investir neste tempo que temos por aqui... Já cantava Gonzaguinha que “somos nós que fazemos a Vida”... Sempre nós! Os verdadeiros protagonistas desta história, anunciava também Geraldo Vandré ao cantar que “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”... Ele, e tantos outros que nos servem de inspiração, fizeram acontecer, nas suas vidas, e na vida do mundo que os cercava...
Daí porque não dá pra nos colocarmos como “vítimas” do tempo e espaço e, menos ainda, como expectadores da nossa existência, numa atitude covarde e de irresponsabilidade com o que acontece, conosco e com o nosso mundo; somos muito mais que isso. Podemos decidir, a todo momento, o que queremos colher e, para isso, o que vamos plantar; onde queremos chegar; como, com quem e em que velocidade queremos fazer essa caminhada... quais trilhas queremos seguir, e se preciso for, abrir...que paisagens queremos ver e quais já não nos servem mais; que caminhos ainda fazem parte do que queremos de verdade, e quais já não nos levam ao encontro do que nos dá sentido... Podemos nos desapegar daquilo que já não serve para que possamos, com as mãos – e coração – mais leves, abrir espaço para o novo; colher as novas flores que aparecem nos jardins ao longo da estrada; e com estas mesmas mãos plantar novas sementes para que aqueles que caminham ao nosso lado – e aqueles que por ventura se juntem nesta jornada – recebam de nós, como gratidão pela companhia, no primeiro caso, e como presente de boas vindas, no segundo, a alegria que contagia e faz querer viver, ser, crescer, sempre mais...
Viver assim, no entanto, exige que estejamos constantemente atentos ao que acontece ao nosso redor e, mais ainda, ao que se passa dentro de nós... Só com o olhar da alma – muito mais profundo que o dos olhos ou da razão – encontraremos as respostas que nos servirão de guia nessa caminhada eterna que é o viver...
E ainda que tenhamos a sabedoria para encontrarmos estas respostas, isso não basta...
A sabedoria nos mostra o caminho; mas é a coragem que nos faz caminhar... E coragem não é falta de medo; coragem é, mesmo com medo, fazer o que sentimos e acreditamos que deve ser feito e seguir em frente...!!!

O mundo não acabou no dia 21, mas pode acabar a qualquer momento, coletiva e individualmente... Aliás, cada dia é um dia a menos da nossa existência! E uma oportunidade a mais para avaliarmos se de fato estamos Vivendo a Vida na sua plenitude; extraindo dela, Vida, a essência que nos dá razão para estarmos aqui; se sorrimos com a alma, e se podemos sorrir ainda mais, devolvendo ao Universo, assim, a energia da gratidão pelo que Ele nos oferece... a cada dia!
Sempre repito, junto com o Caetano, que “GENTE É PRA SER FELIZ!!!” Disso eu não abro mão!!!!
Que em 2013, e por toda a nossa existência, a busca pela felicidade e alegria de viver – e o encontro com elas – sejam constantes!!!
Que possamos manter sempre vivos em nosso Ser estas duas “deusas” tão fundamentais para isso... a Sabedoria para fazermos as escolhas certas e a Coragem para caminharmos na direção escolhida...
E que como recompensa o Universo nos presenteie com flores e cores de alegria e amor em cada passo da jornada!

Namastê!*

Maria!!!

* O deus que habita em mim saúda o deus que habita em você!

sábado, 16 de junho de 2012

Só ando se me desequilibro


Em (mais) uma viagem de carro, uma conversa sobre o trânsito e as ultrapassagens me fez refletir e traçar um paralelo com a Vida...
À frente, um veículo que, a todo o tempo, ameaçava a ultrapassagem e desistia quando estava saindo... uma vez, duas e, na terceira ou quarta, já no meio da ultrapassagem, desistiu mais uma vez e quase causou um acidente...
É claro que a precipitação é um grande risco; na estrada, principalmente, agir impulsivamente, sem elementos para saber se a decisão é ou não segura pode colocar a perder importantes valores. Mas não somente a precipitação é um risco. Aquela ultrapassagem, ou quase ultrapassagem, seguida de um quase acidente, mostrou que, muitas vezes, demorar muito para tomar a decisão ou, mais ainda, desistir quando a escolha já foi feita é arriscar ainda mais, muito mais...
Metaforicamente, aquilo tudo se relacionava, de uma forma ou outra, com diversos momentos das nossas vidas; por vezes nos precipitamos, é verdade; mas via de regra nossa opção é aquela que em nossa equivocada visão implicaria o menor número de riscos. Nesta postura defensiva contra a própria natureza do fluxo da Vida nos colocarmos, por conta dessa pseudo autodefesa, exatamente na situação de risco que procuramos evitar.
Por vezes, muitas, temos que tomar decisões importantes e as adiamos por medo, ainda que inconsciente, da responsabilidade e das consequências destas escolhas, ancorados na falsa justificativa, que tentamos dar a nós mesmos, de que ainda “não é a hora certa”... E quando a decisão já não é mais evitável diante das circunstâncias que há muito tempo se apresentam, ainda assim, tendemos a recuar quando começamos a executá-la, com medo do desconforto do novo, do desconhecido... E assim seguimos – paramos – , enquanto seguem os dias...
O tempo é precioso.
Cada dia vivido não volta.
Cada momento que passa é uma oportunidade para sermos melhores e mais felizes.
Crescer e fazer crescer o mundo a nossa volta...
É claro que se precipitar é algo arriscado; mas paralisar também o é.
Saber o ponto de equilíbrio entre estes dois extremos não é algo que se apresenta fácil, mas nem por isso podemos desistir de buscá-lo, sob pena de ficarmos paralisados e, como a água que não se oxigena, deixar apodrecer a energia que nos faz viver para, apenas, estarmos vivos (acho que já escrevi algo sobre isso aqui).
A busca pela resposta à pergunta sobre qual é o momento e a decisão certa exige constante atenção e diligência com a nossa vida, com o nosso coração. Avaliar, com honestidade, o que se sente, como se vive, o que doamos a nós mesmos e ao mundo é fundamental para que saibamos se os dias estão se passando sem nenhuma evolução ou se eles ainda são terrenos férteis para nosso crescimento. E não são os outros, mas nós mesmos, que temos que ser avaliados. Colocar no outro a responsabilidade pelo que acontece com as nossas vidas talvez seja uma das atitudes mais covardes na busca de justificar nossa inércia quando o termômetro do coração insiste em apontar que algo precisa ser mudado mas, por medo do novo, não avançamos em sua direção.
Só nós somos responsáveis pelo caminho que seguiremos; pela velocidade em que avançaremos e, principalmente, se e quando avançaremos. Como dizia Toquinho, “o mundo é uma astronave que tentamos pilotar”; colocar o manche nas mãos de qualquer outro que não seja o piloto da aeronave é assumir o risco de que ela seja levada para caminhos muito diferentes daqueles que queremos seguir...
E se é o coração quem ditará a rota, temos que estar conscientes de que somente nós mesmos conseguiremos ouvi-lo para interpretar os mapas que ele nos apresenta e saber as direções que ele aponta... Essa relação de cumplicidade e, principalmente, respeito com o que sentimos é o que nos garante a tranquilidade de sentir que estamos no caminho certo, agindo da maneira certa e, principalmente, na hora certa... nem antes, nem depois...
É difícil saber quando deixamos de estar nos precipitando para entrarmos na fase em que evitamos a decisão. Talvez uma forma de encontrar esse “meio do caminho” seja exatamente a partir daquilo que nos mostra o termômetro do coração: se a temperatura sinaliza que algo está errado, cabe a nós, então, identificar qual a nossa parcela de responsabilidade sobre essa situação e, a partir daí, agir de forma diferente para que as coisas sejam, também, diferentes. Feito isso, cabe, no tempo certo – e esse tempo é de cada um – fazer uma outra avaliação com a ajuda do nosso guia. Daí para a frente, se a resposta continuar sendo a de que o caminho no qual estamos não nos faz felizes (e a felicidade é – ou deveria ser – o estado natural do Ser humano, sempre defendi isso), então talvez seja a hora de reunir a coragem e a ousadia necessárias para avançar e, mais que isso, mudar a direção.
Não é fácil, e não é uma decisão imune de riscos. Ao contrário. Os riscos de uma mudança, em especial quando significativa, são grandes.
Mas assim como a precipitação na ultrapassagem representa um risco, demorar demais para tomar a decisão e, mais ainda, desistir no meio do caminho, pode representar, tanto na ultrapassagem quanto na Vida, uma perda muito maior!


quinta-feira, 5 de abril de 2012

A nossa tendência natural é a evolução!!!

Depois de um longo tempo sem a sagrada água vinda dos céus na nossa pequena e agradável São Miguel do Oeste, o dia nos brindou com uma deliciosa chuva, que lavou as energias de dias de seca. As plantas, as pessoas, os animais, a alma de todos sorria de alegria com a energia de limpeza que a chuva, ainda mais quando há muito ausente, sempre traz... o som, o cheiro, tudo de muito bom! O dia ficou fresco e, à noite, o friozinho anunciava a chegada desses deliciosos dias em que a gente fica enrolada em um cobertor, às vezes assistindo ao teatro das brasas na lareira, ouvindo um som, lendo um livro ou assistindo a um filme... e, “se pá”, em boa companhia, tomando um bom vinho!

Bem, numa dessas noites, na verdade, nesta, a primeira do ano, resolvi escrever, depois de muito tempo, a minha “Declaração de Princípios”; uma espécie de compromisso da gente com a gente mesmo, e também com o Universo. Pensar o que se pretende ser é uma coisa; expressar isso de forma escrita talvez confira ao compromisso um caráter mais sério, mais vinculante, diriam os operadores do Direito.

Mas, mais que isso, penso que essa “Declaração de Princípios” serve, principalmente, como norte para alguns momentos em que saimos tanto do nosso centro, nos desestabilizamos a um certo ponto que se não tivermos algo em que nos inspirar para nos guiarmos e evitar que nossas atitudes sejam orientadas por instintos..., enfim, se não tivermos um rumo a seguir, talvez possamos perder a chance de sermos melhores...

Por outro lado, se agimos baseados em uma opção já feita e pensada sobre como lidar com as coisas, e conseguimos mantê-la em mente mesmo nas situações mais difíceis, não nos perdemos, ao menos não tão facilmente... Se tivermos nossas atitudes pautadas em algo sólida e verdadeiramente construído a partir de escolhas conscientes, nesses momentos difíceis, além de nos preservarmos, também nos superamos, evoluimos...

E que delícia é essa sensação de superação, em especial quando superamos a nós mesmos! É a maior prova de que a evolução é possível! Deliciosamente possível...

E foi ela, a evolução, naquela noite fresca, o objeto dos meus pensamentos; passou a integrar a minha "Declaração de Princípios”como um dos nortes a orientar minhas escolhas. Uma frase expressava mais um dos meus compromissos assumidos naquela espécie de contrato comigo mesma, o de sempre lembrar que tenho absoluta consicência de que “A EVOLUÇÃO É NOSSO CAMINHO NATURAL!”

Li e reli várias vezes o que acabara de escrever. Algo em que eu sempre pensei mas que, agora, optara por eleger como guia para mim mesma... Na verdade, sempre defendi que não estamos nesse Universo à toa; temos um propósito; conscientemente ou não, todos temos. E estar alerta e em busca de cumprir essa missão nos fará, necessariamente, melhores, naturalmente mais evoluídos, e felizes também. Seria ilógico que viéssemos a esse mundo para deixá-lo, algum tempo depois, da mesma forma como chegamos, sem nenhum crescimento, sem nenhuma evolução. Isso seria a morte da alma. Mais que um desperdício de oportunidade, seria subestimar a Energia que rege todo o Universo...

Não que isso não ocorra. Aliás, acontece muito. E com todos. Alguns, por vezes, e durante um tempo, parecem estar ausentes e sem pensar em algo que lhes é conhecido. Depois acordam e, ao se darem conta do tempo que perderam, buscam resgatá-lo, em atitudes que surpreendem até mesmo eles próprios. E recuperam o tempo perdido, até mesmo porque não importa a hora, este despertar será sempre um ganho. Mas, como tudo na vida, é uma escolha. E alguns passam a vida toda sem este despertar. Sem fazerem a si mesmos a pergunta básica que, a meu ver, move todo Ser: a razão para estarmos aqui.

Que nessa Páscoa possamos despertar – e mantermo-nos despertos – para as verdadeiramente importantes coisas nas nossas vidas. Para aquelas que, de fato, nos importarão – e nos orgulharão – quando, lá na frente, olharmos para nossa história. Para as coisas que farão de nós pessoas que contribuiram para a melhoria deste mundo, física e espiritualmente.

Essa evolução é o caminho natural das coisas.... Nosso, e do mundo, já que quando evoluimos, tudo a nosso redor também evolui. É grande a responsabilidade, de cada um consigo mesmo e, também, de cada ser com o todo, com todos. Mas o ganho, acredite, é igualmente grande!

Caetano já cantava que “Gente é para brilhar”... E ele tem razão. É da nossa natureza ser feliz e evoluir. É por isso que ouso afirmar que, assim como o caminho da chuva que caiu nesta tarde é, inevitavelmente, o mar; que o caminho natural da semente é a planta, entre tantos outros caminhos que poderíamos lembrar nesta perfeita organização do Universo, o caminho natural do Ser Humano (parte, e não dono, desse todo harmônico) é a Evolução!

E olha que não estou sozinha. A inegável e reconhecida sabedoria popular concorda: “Ninguém está aqui de passagem”!

Não estamos; não podemos estar...

Vou voltar para a minha “Declaração de Princípios”...

Uma feliz Páscoa ao Mundo! E que ela aconteça todos os dias das nossas Vidas



domingo, 1 de abril de 2012

Pré-conceito; preconceito: um desperdício de oportunidades!

Conceito. Bem, o conceito de pré-conceito é exatamente este. Literalmente, construir, previamente, um conceito. Pretender, antes de conhecer, definir, conceituar e, o que é pior, julgar a partir deste conceito construído sem qualquer base, sem qualquer fundamentação, justamente porque sem conhecer o que se conceitua...

Conceiturar, definir e julgar, conhecendo, já é difícil; fazê-lo sem elementos reais para tanto, é uma injustiça e, mais que tudo, uma enorme perda, para todos.

Perde aquele que é o objeto do preconceito; julgado sem chance de sequer poder mostrar ao julgador o que ele realmente é; sem qualquer oportunidade de deixar-se conhecer, é excluído, definido e qualificado sem qualquer contribuição para essa qualificação...

Mas perde, também, aquele que julga, aquele que, sem antes sequer tentar conhecer, estabelece arbitrariamente um conceito a partir de valores que, muitas vezes, são equivocados.

Ao contrário disto, no entanto, quando nos despimos deste pré-conceito, e nos desarmamos para conhecer aquilo que, antes, pretenciosamente, ousáramos definir e julgar sem conhecer, ...enfim, quando nos abrimos para o diferente, ganhomos não só mais algo novo a nossa volta. Muito mais que isso, evoluimos. Adquirimos mais conhecimento sobre este novo algo, sobre outra cultura, sobre outros valores, sobre outra forma de enxergar as coisas; ganhamos, também, a oportunidade de aprendermos novos modos de lidar com velhas coisas... e, a partir desta nova visão, escolher a forma como queremos continuar a viver.

Mas uma coisa é certa: a escolha é de cada um; o simples fato de aceitar conhecer o diferente não implica, necessariamente, abandonar nossos valores mas, apenas, conhecer outros...

Este raciocínio aplica-se, para mim, a todos os tipos de pré-conceito, já que tudo, ou pelo menos quase tudo, é passível de ser conceituado.

E é tão natural este nosso hábito de pré-conceituar, que nenhum de nós escapa a fazê-lo, em algum momento, em relação a alguma coisa ou a alguém; em relação a um modo de vida, ou a determinadas escolhas e, infelizmente, por vezes, em razão, também, da cor, raça, origem, opção sexual, entre tantas outras motivações que são, em sua maioria, superficiais, e que sem ao menos nos darmos conta, orientam nossas atitudes e nos impedem de aprender e ver a Vida no diferente; a beleza do diferente...

Deixar de lado este preconceito e aventurar-se a conhecer o que antes, sem qualquer razão, repelíamos, nos propicia uma aventura pelo desconhecido e nos dá a oportunidade de crescer com o diferente, sem que para isto tenhamos que, jamais, deixar de ser o que somos e queremos, exceto, é claro, se isso for uma nova escolha!

Não importa sobre o que recaia o preconceito, e nem em que intensidade ele se dê; ele, preconceito, será sempre um fator de perda em nossas vidas, sempre... Uma conduta preconceituosa pode colocar em risco a chance de conhecermos pessoas, vidas, culturas maravilhosaas!!! Pode nos furtar experiências mágicas e encantadorass... Pode nos tirar de um caminho que poderia nos levar a lugares lindos... e geralmente levam!


Acredite, deixar a ideia pré-concebida de lado e aceitar ao menos conhecer o outro sem pré-julgar lhe trará, no mínimo, muitas boas surpresas!!! No mínimo...

Que possamos, a cada dia, superar um pouco mais os vários conceitos que estão formados em nossas mentes e olhar o outro sem lentes, abertos a aprender, com o próximo, seja ele quem for, algo novo e, muitas vezes, encantador!!!

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Aa escolha por uma vida melhor é sua! Trocando em miúdos...

Não é fácil, e também não é possível sempre, mas o certo é que podemos, sim, escolher se as pessoas ou acontecimentos vão ou não nos afetar; mais que isso, podemos escolher como essa pessoa ou acontecimento nos afetará...
É bem verdade que não dá pra se ter a ilusão de que teremos domínio total disso. Acaso tivéssemos, provavelmente já estaríamos vivendo em um plano superior, já que esse talvez seja um dos maiores saltos na nossa jornada em busca de evolução; jornada que, embora difícil, pode tornar-se mágica se vista como um desafio com sabor de aventura... nos faz com desejar sermos melhores e mais felizes a cada dia, já que, ao mesmo tempo em que temos consciência que o próximo passo exigirá mais de nós que o anterior, sabemos, também, que este passo nos levará a lugares cada vez mais excitantes!
Acredito que evolução é isso. Uma superação diária, mas não com gosto de esforço, de sacrifício... Com gosto de ... evolução! De missão cumprida, ao menos por mais esse dia... É assim que começa uma mudança interior, eu acredito; depois... bem, depois é “só” continuar com esse compromisso em mente, e traduzi-lo em atitudes!.. Diárias...E isso talvez seja o mais difícil. A constância... Mas, como dizem os alcoólicos anônimos, que são um belo exemplo disso e evoluem a cada minuto: “Só por hoje”...É o que tenho buscado fazer!

Que possamos, só por hoje, agir/reagir orientados pelos valores e princípios em que acreditamos, e não como emocionalmente agimos, muitas vezes, por escolhermos o sentimento errado. Sim, porque como escrevi no início, nós é que escolhemos quais sentimentos queremos ter e, em última instância, qual postura queremos adotar diante da Vida!
Temos que assumir essa responsabilidade!!!
Não podemos escolher o que os outros nos fazem, é verdade. Mas é certo, também, que podemos escolher como queremos reagir ao que os outros nos fazem; que emoções queremos sentir frente aos acontecimentos.
É verdade também que não controlamos as emoções; elas vêm de inopino e quando nos damos conta já estamos sob o controle delas. Mas as emoções não nascem à toa; elas são frutos de determinados pensamentos, e de determinados paradigmas. E sobre eles, sim, temos controle.
Fazendo o caminho inverso, essa é a síntese: se temos controle sobre os pensamentos, que dão vida às emoções, podemos escolher, portanto, diante de uma situação, que tipo de pensamentos manteremos em mente e, por óbvio, qual a natureza da emoção que sentiremos enquanto esse pensamento estiver vivo em mim...
E somos nós, somente nós, que damos vida aos pensamentos; pode até ser que, às vezes, eles venham sem que a gente deseje ou perceba; mas estes mesmos pensamentos – e quaisquer outros – somente ficarão em nossa mente o tempo que permitirmos, afinal, ninguém, além de nós mesmos, tem poder sobre eles!

E então? Podemos ou não escolher de que forma um acontecimento ou uma pessoa nos atingirá?
O primeiro passo é assumirmos a responsabilidade!
Por isso digo que a escolha é minha! Ser reativo ou proativo não é uma questão de personalidade. É, antes de tudo, uma questão de escolha e, depois, de treino, esforço, determinação, paciência... e fé; em si mesmo, e em algo superior, que, para mim, habita exatamente dentro de nós e é a fonte desse poder interior capaz de tudo...

Não é fácil, e falo por experiência própria de quem está se esforçando; pelo menos para mim não tem sido fácil... Algumas – muitas – vezes falhamos, e quando nos damos conta estamos sendo guiados pelo instinto...
Mas em – muitas – outras vezes, acertamos. E o sabor dessa vitória é algo indescritível... o gosto da evolução, que todo mundo já experimentou, em algum momento, quando sentiu que fez o que deveria ser feito!
Tenho procurado manter em mente, também, e por fim, que embora muitas vezes saibamos o que tem que ser feito, conseguir isso, sempre, e em qualquer situação, é uma meta que, ao menos nesse plano, muito dificilmente será atingida... E isso só nos desafia ainda mais a almejá-la...
Assumir esse desafio, por si só, já nos torna melhores! E quando nos tornamos melhores, acredite, o mundo todo evolui conosco! Não importa o quanto, e nem em que velocidade. Sempre digo isso. O importante é o movimento...! Cada um no seu ritmo, mas sempre em busca de ser melhor, para si mesmo, e para o mundo, em seu mais amplo sentido...
Acredito que essa postura diante da Vida é o mínimo que podemos fazer como forma de gratidão por estarmos aqui!

Que o Universo nos auxilie a fazer as escolhas certas e manter em nossas mentes pensamentos edificantes; e que, assim, consigamos trilhar os caminhos indicados por estas escolhas, com coragem e sabedoria suficientes para darmos os passos necessários a isto, independentemente da direção em que eles tiverem que ser dados!




Florianópolis, fevereiro de 2012



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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Amor de verdade!

Sempre ouvia as pessoas falarem do amor de pai, mãe, para os filhos; que é algo imensurável, inexplicável e, também, incompreensível. Confesso que, algumas vezes, pensava se era mesmo tudo isso, ou se as pessoas exageravam um pouco, ou eram emotivas demais quando falavam de seus filhos. Mas hoje, bem, acho que até já disse isso em outro momento, aqui mesmo, a forma como enxergo isso, em especial a forma como enxergo meus pais e a relação de amor e, também, na mesma intensidade, de gratidão que tenho por eles é algo maior ainda que aquela que já existia antes de eu ser mãe e que eu já achava ser gigantesca! Cada vez que olho para meu pequeno anjo vejo, ao mesmo tempo, meus pais cuidando de mim. Cada fralda, cada banho, cada minuto de brincadeira, de educação, de firmeza nas palavras e atitudes; cada novo aprendizado e cada minuto que dispenso ao Miguel penso em quantas horas, dias, anos já me foram dedicados por meus pais que, até hoje, estão ali, para o que for necessário, na hora que for necessário, aconteça o que acontecer. Tudo por uma simples razão: esse amor incondicional e inexplicável que nos faz ser completamente apaixonados por nossos filhos e fazer loucuras por eles!

E essa relação fica cada dia mais mágica, mais divertida, mais apaixonante... Tomar parte na evolução de um Ser Humano, e ser responsável por grande parte do que este Ser - Será, com o perdão do trocadilho, é uma missão de altíssimo grau de responsabilidade, tanto pessoal como social, afinal de contas, esse Ser já é, e será (mais uma vez, perdão pelo trocadilho...rsr) parte do mundo e, portanto, também responsável pelo rumo que a humanidade está tomando.

Para aqueles que acham que ter um filho é só ter, alimentar e mandar para a escola e depois para a faculdade, aí vai o meu alerta: ter um filho, na completude da expressão, é bem mais que isso.

É dar, ao lado do alimento e do cuidado com a saúde, o amor; o amor verdadeiro, incondicional; e neste pacote que chamamos tão facilmente de “amor” vai muita coisa, muita mesmo. “Amar é verbo”, já escrevi isso aqui. E embora aquele texto não fosse direcionado à relação entre pais e filhos, a frase que o intitulava serve para qualquer tipo de relação, dentre elas a mais repleta do mais verdadeiro amor: o dos pais! Portanto, amar um filho é, assim como amar qualquer outra criatura, uma atitude, e não um sentimento.
Amar não é apenas colocar na escola, na melhor escola. É, muito mais que isso, acompanhar as tarefas de casa e aproveitar cada minuto juntos para ensinar algo novo, não importa quantos anos teu filho já tenha; amar não é dar o doce que teu filho pede, mas conseguir dizer não com amor e explicar que aquela ainda não é a hora, embora seu coração desejasse muito ver o sorriso no rosto dele já naquele momento, sem ter que esperar um pouco mais para isso; amar um filho não é dar tudo o que ele quer só para ver aquele sorriso que nos encanta, ou fazer cessar o choro que nos incomoda, mas, sim, dar a ele o que ele precisa, mesmo que isso lhe custe alguma frustração, a fim de ensiná-lo que na vida nem sempre temos tudo o que queremos, e que aprender a lidar com frustrações fará dele um ser humano forte; é, ao mesmo tempo, pintar, cantar, brincar, contar histórias e estórias, rir e chorar juntos, para ensinar a estes seres que tão importante quanto ser forte é ser sensível!
Amar é ensinar a dividir, a doar, a perdoar, a querer mais, mas sempre respeitando o próximo. É ensinar a falar a verdade e, para isso, falar a verdade, e também saber ouvir – e respeitar – a verdade, mesmo que isso lhe custe não poder fazer nada, nem mesmo ficar bravo quando seu filho contar que foi ele quem quebrou o conjunto de cristal que foi do enxoval da sua mãe... Amar é ensinar a gostar de buscar o saber, seja lá qual for o saber: matemática, contando com ele e fazendo, juntos, os cálculos loucos dos livros do Malba Tahan; literatura, lendo para ele antes de dormir; música, cantando e tocando durante as noites, e dançando com os pés dele sobre os seus; é ensinar boa alimentação, amassando banana com mel e aveia todos os dias de manhã; sobrevivência na selva, indo com ele para o meio do mato e, inclusive, deixando-o tomar umas picadinhas de pernilongo para que crie resistência (e funciona!); é ensinar, também, sobrevivência nos grandes centros, levando-o para andar de metrô em São Paulo; dirigir, mostrando ao seu filho que não se deve, nunca, ultrapassar sem visibilidade e nem dirigir sem o cinto de segurança; e ensiná-lo a ter autoconfiança, mostrando que você próprio confia nele ao lhe entregar o carro para que ele atravesse São Paulo assim que ele tirar a carta de motorista, ou então incentivá-lo a pegar o carro para dirigir logo depois dele ter batido o outro carro; é ensinar o gosto pelo esporte, praticando com ele e, com isso, ensiná-lo a competir e, mais que isso, uma outra importante lição: saber perder.
Amar é sentir saudades por passar um tempo longe mas, ao mesmo tempo, conseguir se fazer presente em uma foto, em uma carta, em sua voz, numa fita gravada (hoje, em um e-mail ou MP3), mostrando ao seu filho que, mesmo longe, a energia do seu coração está ali com ele; e quando voltar, ver seu anjo ansioso em casa te esperando para te contar, e você pronto para ouvir, ouvir de verdade, todas as aventuras que ele passou nesses dias em que você estava fora. É, embora sem dinheiro para um presente, chegar com o lanchinho do avião de lembrança só para ver aquele sorrisão se abrir, não pelo lanche, e você vai saber disso, mas pelo amor que veio no pacote da bolachinha, o que a transforma em mágica e a distingue de qualquer outra!
Amar é, também, ser duro quando necessário; colocar de castigo se a situação exigir e, embora muitos discordem, é até dar umas palmadas se isso for realmente necessário para que algumas coisas nunca, jamais, se repitam. E acredite, isso não afetará o sentimento do seu filho por você. Não isso...

Amar é, com amor e jeito, mostrar o que precisa ser mudado ou, mais que isso, ter paciência e encontrar a forma certa de explicar – e fazer entender – as conseqüências de certas atitudes, e não apenas dizer que determinadas coisas não podem ser feitas. É, também, respeitar as decisões de seu filho, mesmo que você não concorde com algumas delas (desde que ele tenha condições, é claro, de discernir). É curar um machucado; não ter nojo de nada, acredite, nada relacionado ao seu filho.
É ensinar a ele, a partir de pequenos, mas verdadeiros gestos, os seus valores. É ensinar, a partir da prática diária, a justiça e o respeito e amor ao próximo. É mostrar que há algo maior que tudo e que a tudo rege, e tudo pode, não importando o nome que se dê a essa Energia que nos dá a Vida! É ensinar o valor da fé e, com isso, a importância de se acreditar no Poder que existe no Universo e dentro de nós, e que nos faz mover montanhas.
É, enfim, dar o melhor de si mesmo sem saber o que acontecerá depois, e se, e quando, você será reconhecido por isso. Aliás, o amor verdadeiro jamais faz as coisas esperando reconhecimento. Talvez por isso eu afirme que o amor dos pais é o mais genuíno de todas as diferentes faces desse sentimento: nada se faz por esperar algo em troca; se faz, apenas, por amar... Se algo mais vier, bem, aí então diga, como dizia Mercedes Sosa: “Gracias a La Vida...”
Enfim, amar é tanta coisa, mas tanta coisa mesmo que eu poderia passar horas escrevendo as infinitas formas de se amar um filho.
E talvez quem me conheça e esteja lendo esse texto pense como posso falar tanto em amor de pai/mãe se meu filho tem apenas um ano de vida!
Bem, é que, na verdade, não estou falando aqui como mãe; falo como filha! E como filha aprendi o amor de meus pais que, agora, passo a colocar em prática como mãe.
E se meu filho, meus filhos, sentirem por mim metade do sentimento de amor, gratidão, respeito, orgulho, admiração e tantos outros que tenho por meus pais, poderei dizer que, sim, fui, sou, uma mãe realizada, por ter conseguido cumprir, com êxito, a minha missão, talvez a mais importante da minha vida!
E se vocês sentem tanto orgulho da filha que têm, pai, mãe, acreditem, sou a soma de vocês dois! Com pitadas da vida, é claro, mas, mais que tudo, sou a soma do que há de melhor em cada um de vocês! Porque foi isso que vocês sempre me deram: o melhor de vocês!
Que Deus permita que a sabedoria e forma como vocês sempre me amaram e me ensinaram a viver inspire cada um dos meus passos como mãe e amiga do pequeno Miguel, e dos outros que podem vir! Eu amo vocês!

terça-feira, 22 de março de 2011

A escolha por uma vida melhor é sua!!!

Em que parede você está apoiando a sua escada?

Em uma viagem de São Miguel a Lages, depois de saber de um triste acidente que vitimara várias pessoas na nossa região do extremo oeste, pensei muito em algumas coisas. Uma delas foi a lembrança de um trecho de um livro (“Os sete hábitos das pessoas altamente eficazes”)que dizia, mais ou menos, assim:
“Apóie sua escada na parede certa!”
Com essa frase,o autor buscava lembrar as pessoas que, muitas vezes, o conceito de sucesso que temos está equivocado e que, em muitas dessas vezes, muitas mesmo, buscamos algo que na verdade não é o nosso real conceito de sucesso. É, sim, a padronização de algo que é pessoal demais para ser padronizado: o objetivo de Vida de uma pessoa! Este, sim, o real conceito de sucesso! Na verdade, o livro propunha um exercício de imaginação que nos fazia alertar para o fato de estarmos, ou não, no caminho certo
Não vou plagiar tanto assim o livro a ponto de repetir o exercício aqui, mas o fato é que muitas vezes estamos mesmo seguindo uma bandeira que não traduz, para nós, aquilo que gostaríamos de ter sido quando estivermos indo para outros mundos para continuarmos nossa jornada. Este, sim, segundo o livro, o conceito pessoal de sucesso de cada um: a imagem que queremos que os outros tenham, e principalmente a imagem que nós mesmos queremos ter dessa parte da nossa vida quando seguirmos para outros planos.
E pensando, mais uma vez, no acidente e nas pessoas que estavam naquele momento fazendo uma transição, pensei em como a vida é um sopro, e que cada momento que vivemos é uma oportunidade de darmos mais um passo na nossa jornada; subir mais um degrau da nossa escalada...
E aí, então, a indagação: Será que estamos apoiando nossa escada na parede certa? Será que nossos princípios de vida, e as coisas com as quais mais dedicamos tempo e atenção nas nossas vidas são as que realmente queremos que as pessoas lembrem, e nós mesmos, é claro, quando formos para outra dimensão? Muitas vezes nos levamos pela onda da vida, pelas circunstâncias, como um barco que segue à deriva em meio a um oceano repleto de oportunidades e lugares diferentes.
É claro que acho importante fluir com a onda da vida, e nos adaptarmos às cìrcunstâncias, mas também penso que temos dentro de nós um grande poder de escolha, que é, ao mesmo tempo, responsabilidade – acho que até já escrevi alguma coisa a respeito aqui.E é com esse poder de escolhas que decidimos em qual parede vamos apoiar nossa escada para chegarmos ao fim da trilha com aquela sensação boa da qual também já falei por aqui.
E o lado bom de tudo isso é que podemos pegar nossa escada e mudar de parede a hora que quisermos. Mesmo que isso gere algum “atraso” na viagem, a possibilidade existe, e só trará ganhos. Mas a decisão de mudar o apoio é mais uma daquelas que chamo de “decisão responsável”; outra escolha livre, e consciente, inclusive das conseqüências “negativas”(prefiro “difíceis”) da escolha.
De uma forma ou de outra, o certo é que não existe o “tarde demais”(para você, meu querido amigo Guto, que me pediu para escrever sobre “O tempo”) para mudar o caminho que nos leva ao nosso conceito de sucesso, e nem mesmo para mudar o próprio conceito de sucesso!

Mas... e aí, será que você está apoiando a sua escada na parede certa?

Praia do Rosa, Imbituba/SC, Carnaval/2011

sábado, 28 de agosto de 2010

Reta final...

Misto de tantos sentimentos...
Ansiedade pelo que virá, com uma forte pitada de curiosidade também!
Boas vindas ao novo começo que se apresenta... desconhecido e misterioso e, por isso mesmo, desafiador e excitante!
Despedida daquilo que está ficando para trás e que, com toda a certeza, deixará saudades...
Saudade do começo, assustador até, porque tudo aquilo que é novo é, ao menos no início, um misto de alegria e insegurança...
Alegria pela renovação, afinal de contas, se por um lado a rotina é benéfica, por outro, e como tudo na vida, torna-se aniquiladora quando deixamos que ela se transforme em mesmice
E insegurança porque, por mais monótona que seja a rotina (quando permitimos que ela se transforme em mesmice), ela nos traz a sensação – falsa, talvez – de segurança, já que estamos “acostumados” com aquilo e sabemos, exatamente, qual a próxima cena e qual deverá ser a nossa postura em relação à situação que se apresentará... repetimos, assim, os já ensaiados passos dirigidos quase que automaticamente pela rotina...

E com o passar do tempo – seja ele qual for, afinal de contas, nada é mais relativo que o tempo –, os sentimentos de a alegria e insegurança que predominavam no início da “nova fase” vão dando lugar a outros, que se apresentam com o curso da jornada e que só podem conhecer, sentir, aqueles que se encorajam e se jogam no novo desconhecido...
Medo, euforia, excitação, e, é claro, as desde sempre presentes alegria e insegurança...
Enfim, confusão de sentimentos que, por vezes, parece até mesmo ser ausência de sentimentos, já que há momentos que sequer sabemos o que sentir diante de tanta e inimaginável aventura que se apresenta pela frente...
E se saber o que se sente já é difícil, pensar ou tentar conceituar este estado beira a loucura...

Assim trilhamos novas aventuras, que seguem seus cursos banhadas pelos mais diferentes dias e momentos... frios, quentes, chuvosos, ensolarados... acompanhados, solitários, alegres, introspectivos, tristes, eufóricos... até que, em determinado momento, nos damos conta que estamos quase na última volta de mais uma dessas corridas loucas que a vida constantemente nos desafia!
Os sentimentos todos reviram dentro de nós... tomam proporções ainda maiores; se intensificam; tudo é mais: mais amor pela vida; mais insegurança pelo novo; mais alegria por ver que tivemos a coragem e persistência de abandonar a rotina que já havia se transformado em mesmice para nos aventurarmos pelo delicioso e excitante desconhecido!
Mais cansaço também – físico e emocional – como o atleta que, na reta final de sua corrida, sequer sabe definir o que preenche seu ser, mas que leva consigo, nestes últimos passos, junto com o esgotamento por uma jornada que lhe exigiu muito, a certeza e a alegria de saber que fez tudo o que pôde, e da melhor forma que pôde... e, extasiado, vai ao encontro daquilo que realmente importa: olhar para o alto e, num suspiro que acalenta, sentir que tudo valeu a pena!
Assim estou eu...
Na reta final de uma fase tão assustadora quanto gratificante na vida de uma mulher; e, ao mesmo tempo, no início de outra fase que, como qualquer outra, é coroada dos iniciais sentimentos de alegria, muita alegria, mas também de insegurança, afinal, não é pequena a responsabilidade de dar a outro ser a mão para que ele dê seus primeiros passos nessa maravilhosa aventura que é viver!

Que todo o Universo derrame sobre nós, Miguel, as mais puras energias de LUZ e PAZ para que possamos, juntos, mas cada um na sua trilha, fazer essa caminhada sempre com a coragem de viver cada nova aventura que a Vida nos apresente, por mais desafiadora que ela seja, sem, jamais, deixar que o medo nos paralise, ou que a rotina, tão boa e necessária, se transforme em mesmice!!!
Te espero, filho querido! Venha em Paz, e cheio da presença divina!
VIVER É MARAVILHOSO!
Tua mãe!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Bailarinos... no ballet da VIDA!

É engraçado como são as coisas... sempre sonhamos com algo, imaginamos como aquilo será, quando será... Nos vemos naquela situação e chegamos até mesmo a imaginar uma trilha sonora para quando ela acontecer...
É algo que temos tanta certeza que irá acontecer, e da forma como imaginamos que irá acontecer, que não nos prepararmos para a possibilidade de as coisas serem diferentes daquilo que desenhamos na nossa mente, na nossa imaginária biografia que, às vezes, ousamos querer escrever sozinhos.
Mas essa possibilidade – de as coisas não acontecerem exatamente como imaginamos – existe.
E é nesse momento – quando os roteiros que criamos não coincidem com o quadro que se apresenta na realidade para nós – que, mais que nunca, temos que acreditar que algo maior está – e acredito, piamente, que está – cuidando de tudo... com amor e sabedoria, preparando o caminho para o próximo passo a ser dado!
E é nessa certeza – a que alguns, dentre os quais me incluo, dão o nome de FÉ – que seguimos, na crença tranqüilizadora de que tudo está no caminho certo... bailando (ou pelo menos tentando, sempre, bailar ) o ballet da vida...com alegria e com um sorriso no rosto de quem sabe que está fazendo exatamente aquilo que acredita que tem que ser feito, e que tudo está acontecendo exatamente como tem que acontecer; com a tranqüilidade de quem, finalmente, enxerga que a página da sua biografia não é fruto apenas dos seus desejos; sim, porque por mais que eles sejam imprescindíveis à realização dos nossos sonhos (daí porque a importância de desejarmos profundamente, mas isso é assunto para outro dia...), os desejos são a nossa contribuição – parte dela, na verdade – da redação da nossa história... a outra parte é escrita em co-autoria com uma energia muito forte e superior que, constantemente interagindo com nosso ser – porque dele faz parte – desenha, conosco, o cenário das nossas vidas... cenário este que muitas vezes não coincide com a imagem que, pretensiosamente, havíamos desenhado desconsiderando que há muitos outros fatores, além do desejo, para que as coisas aconteçam da forma desejada.... e mais importante que isso: que o desenho certo não é o que criamos, mas o que vivemos!

E embora seja fácil falar... , viver de acordo com tais premissas é tarefa que exige tempo, determinação, ânimo e, é claro, muita fé...

Talvez quando, e somente quando, deixarmos de tentar escrever sozinhos nossa história e abandonarmos a pretensão de querer determinar os rumos da nossa vida sem considerar os fatores externos que também exercem influência na nossa jornada, enfim, quando deixarmos de criar em nossa mente a imagem da cena que, em nosso errôneo pensamento, seria a única forma de viver determinado momento, e conseguirmos, simplesmente, ter a sabedoria de fazer a nossa parte e esperar o momento acontecer para vivê-lo da forma como ele se apresenta... seremos seres ainda mais iluminados e felizes com a sensação de paz que inundará nosso ser... uma sensação de entrega e recompensa, como quando sentimos, ao fim de uma longa trilha pelo meio do mato, aquela brisa fresca que nos acaricia o rosto quando chegamos no topo do morro...

E assim seguimos, com a alegria e a certeza de que tudo, tudo mesmo, está no lugar certo... dançando, com graça e luz, o ballet da vida... ao som das palavras do sábio Gonzaguinha, que ouso aqui repetir, talvez na latente intenção de gritar a mim mesma: “nunca se entregue... nasça sempre com as manhãs... fé na vida, fé no homem, fé no que virá... nós podemos tudo, nós podemos mais! Vamos lá fazer o que será"!!!

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